1967 – Gabinete do Estado de Israel
Porque, eis que hoje te ponho por cidade forte, e
por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra,
contra os reis de Judá, contra os seus príncipes,
contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão
contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque
eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar.
Jeremias 1:18-19
Antes mesmo da criação, em 1948, de
um Estado reconhecido internacionalmente, Israel sempre foi considerada
uma nação que desafiou limites. Conforme relatado
por uma rica história preservada em registros genealógicos
ancestrais, e um arcabouço teológico e costumeiro
mantido através das gerações, Israel sempre
precisou lutar para manter sua existência, seja como raça
eleita, seja como povo em si.
Com o Holocausto a humanidade enfrentou uma crise
de valores sem precedentes, na perseguição sistemática
do povo judeu espalhado principalmente pela Europa, mas também
em outros continentes. Cidadãos de várias nacionalidades
foram meticulosamente caçados por seu sangue, por sua ascendência
judaica. Após a Segunda Guerra Mundial e a liberação
da Europa, os judeus buscaram, retornando ao seu velho lar em
uma espécie de anti-diáspora, a formação
de um Estado que pudesse, finalmente, simbolizar e garantir a
unidade e sobrevivência do povo descendente de Davi, Moisés
e Abraão.
Contudo, o desafio do estabelecimento desse novo
Estado israelense não poderia ser mais arriscado: a mesma
Jerusalém que serve de coração e inspiração
para o judaísmo também é considerada terra
santa para o islamismo, agravando uma situação de
impasse e tensão que remonta às Cruzadas. Com a
formalização de um Estado de Israel apoiado pelas
potências ocidentais e pela nascente Organização
das Nações Unidas, instituiu-se um centro de influência
judaica-cristã-ocidental, acirrando ainda mais os ânimos.
Em uma região ambientalmente insalubre, cercados
por uma vizinhança inconformada com a perda do domínio
sobre seus locais sagrados, o povo judeu fez dessa nova pátria
uma nação de guerreiros, prontos a defender o solo
seu e de seus antepassados com sangue. A nova geração
de Israel, tal qual os filhos que nasceram durante a travessia
do Sinai, segundo a antiga tradição da Torá,
precisariam traçar um novo rumo para a sobrevivência
de seu povo, definir um novo limite.
E o maior dos testes para os limites nessa geração
aconteceu em junho de 1967, quando a ameaça de praticamente
todos os países vizinhos se ergueu contra o povo judeu,
elaborando um ataque que aniquilaria definitivamente o Estado
de Israel, causando uma nova diáspora e esmagamento do
sonho de uma nação israelita. As forças inimigas
eram imensas, e as dificuldades, insuperáveis. Ou esse
era apenas mais um limite a ser quebrado.
A Guerra dos Seis Dias é considerada um marco
da estratégia militar, um caso clássico de legítima
defesa preemptiva e um exemplo da capacidade de organização
e firmeza do povo israelense. Seu sucesso foi rápido e
estrondoso, seu impacto delineou as fronteiras do que consideramos
hoje como Oriente Médio e seu sucesso imponente definiu
a consolidação de Israel como uma democracia forte
e independente, capaz de enfrentar quaisquer adversidades.
Alguns autores defendem que a Guerra dos Seis
Dias nunca acabou. Os conflitos e instabilidade na região
permanecem como cicatrizes, suas conquistas são objeto
de debate entre a crítica e a aclamação.
Para os participantes do Gabinete político-militar Israelense
no TEMAS 2010, que participarão do planejamento da ofensiva
armada mais audaciosa do Século XX, ela sequer começou.
Todos aqueles com coragem e determinação suficientes
apresentem-se e preparem-se; o mundo vai prender o fôlego.
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